2019 – Atual
“Estudos sobre o léxico: memória, cultura e tradição”
Resumo: Este projeto pretende fazer um estudo sobre a denominação das coisas, dos lugares, das pessoas propondo uma relação com a realidade sócio-cultural da Região dos Inconfidentes, de outras comunidade de diferentes épocas.Para além disso, é também nosso objetivo pesquisar o desaparecimento e criação do léxico de uma língua em que tudo está relacionado ao meio social, a forma como o homem vivencia o mundo em seu tempo, espaço e lugar, bem como as interferências de outras culturas..
“Estudos de fenômenos linguísticos da língua portuguesa: o passado como fonte para o entendimento do presente
Resumo: As línguas não permanecem estáticas ao longo do tempo. Isso pode ser comprovado pelo falante comum caso ele se depare com um texto escrito há alguns séculos (FARACO, 2005), nessa situação serão constatadas alterações na língua de diferentes partes de sua estrutura registradas pela escrita: morfossintática, semântica, lexical e até mesmo fonético/fonológica, mesmo que estejamos diante de ortografia (há muitas pesquisas que utilizaram esse tipo de corpus para fazer esse estudo). Entretanto, nem tudo na língua muda; há algumas partes do sistema que permanecem por séculos sem sofrer alterações, e, muitas vezes, essas formas são preservadas na língua oral, uma vez que a escrita, regida pela norma padrão, que é mais conservadora, tende a apagar o que está fora desse registro. Entretanto muitas vezes a escrita deixa-se entrever um uso oral, que, muitas vezes, tem suas origens no uso pretérito da língua. Este é o mote desta presente proposta. Faz parte do senso coletivo a crença de que os usos linguísticos considerados como erros sejam frutos da ignorância do falante, entretanto, ao fazermos uma volta ao passado da língua, por meio de análise de manuscritos antigos, é possível detectarmos fenômenos linguísticos contemporâneos cobertos de poeira do tempo. Como é o caso da ausência de concordância nominal e ou verbal tão comum no português brasileiro contemporâneo; em Mendes (2008), numa análise de manuscritos da 1 metade do século XVIII foram localizadas estruturas desse tipo, o que já indicia não se tratar de um uso atual, mas apenas um registro que permaneceu na língua. Nesta proposta de pesquisa, nosso objetivo é levantar mais casos desse tipo de fenômeno dentre outros.